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Dualidade – Castlevania Bloodlines x Super Castlevania 4 7 07America/Bahia janeiro 07America/Bahia 2015

Posted by bluepasj in DUALIDADE, dym, Traduções.
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Baseado (praticamente copiado) dessa matéria.

Eu li essa matéria em um site em inglês, comparando os dois games e eu gostei muito. Então resolvi traduzi-la para que pessoas que não entendem inglês pudessem lê-la. Até por que eu não acho que conseguiria ser tão observador quanto o cara que a escreveu. Dito isto, eu omiti as partes com as quais eu não concordo (foram poucas) e acrescentei palavras minhas. O que eu acrescentei eu coloquei em itálico para diferenciar. Boa leitura!


Bloodlines e Super Castlevania 4 tem um conflito duradouro nutrido por quase vinte anos na memória dos gamers. Até os dias atuais, muito depois de sua era ter se acabado, os dois jogos lutam uma guerra por seus consoles em tópicos de fóruns. E ainda, depois de quase duas décadas, o argumento ainda não está resolvido para alguns, e questões ainda, de alguma maneira, não estão respondidas. Se o controle de SCIV foi tão revolucionário, por que a Konami nunca de fato o reutilizou? Se a linhagem Morris devia substituir os Belmont, por que foi ignorada por mais treze anos?

O que segue é uma tentativa de examinar estes jogos de maneira comparativa.

História

Embora ambas não sejam grandes e bem-feitas histórias, ainda assim a de Bloodlines apresenta mais intriga e é um pouco mais enfatizada, apresentando como diferencial a inclusão de elementos da mitologia original de Drácula criada por Bram Stocker.

Controle

Os dois jogos possuem jogabilidades muito díspares. Em Bloodlines o movimento é mais rápido do que em outros jogos da franquia, e ainda assim há bastante precisão nos movimentos. As escadas aqui não são mais um problema, já que se pode pular nelas e também pular a partir delas. E apesar de não ser possível mudar a trajetória dos pulos após terem sido feitos, o level design inteligente faz com que isso não seja um problema. LeCarde pode golpear em múltiplas direções com sua lança enquanto parado e Morris pode fazê-lo quando pula. Morris pode usar também seu chicote para se dependurar no teto e LeCarde pode saltar com sua lança para atingir plataformas mais altas.

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Em comparação, Simon Belmont em Super Castlevania IV se move mais lentamente.  Não tanto quanto Richter em Dracula X, mas ainda assim mais lento que os de Bloodlines. Simon pode pular em escadas mas não pode pular delas. Seus pulos são controlados enquanto no ar. Ele também pode chicotear em múltiplas direções quando parado ou pulando, e ele pode deixar seu chicote girar ou balançar. Girar o chicote é útil, já que pode bloquear projéteis e matar inimigos.

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Aqui é quando e onde você vai se agarrar

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Devido ao design de fases bem feito em Bloodlines, Super Castlevania 4 não tem de fato vantagem com seu pulo ajustável. Ambos os jogos tem controle muito bom e, dadas as diferenças de design entre os jogos, nenhum é de fato “melhor” do que o outro.

Fica claro que o MD não usou um chicote que podia ser atirado em qualquer direção para dar maior profundidade ao gameplay, já que para chicotear em qualquer direção você precisa pular, e também ajuda a diferenciar os dois personagens. Além disso, o jogo do Genesis leva vantagem por apresentar dois personagens com habilidades diferentes.

Gráficos

Super Castlevania 4 é um jogo bonito que aplica muitos dos truques de hardware do SNES. É notável que as cores em SCIV são extremamente lavadas e sem graça mas os níveis tem um nível muito grande de detalhes e a eles são dados temas muito bem definidos e atrativos para os separarem. Além disso, tecnicamente,  SCIV apresenta uma profundidade maior na paleta de cores, apesar de não ajudar no visual pouco chamativo. Os tiles que compõem os níveis podem ser óbvios, mas usualmente o jogo não sofre muito desse problema.

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Em sua totalidade, SCIV é visualmente prazeroso. Sua maior falha é no uso dos efeitos especiais do SN. Eles não são sempre feios e, de fato, impressionam; é só que eles são usados de maneiras que sugerem que à sua presença foi dada mais importância do que sua utilidade.

O mapa se aproxima e se afasta com zoom simplesmente por que é possível. Simon passa por um túnel que gira mas não tem nenhum efeito na jogabilidade.

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Este gif é muito mais rápido que o evento em si.

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Castlevania Bloodlines, por sua vez, é também muito bonito visualmente, aplicando vários efeitos visuais também. Seu tom é sombrio, de fato mais sombrio que suas contrapartes. O segundo nível em Bloodlines, “Atlantis”, apresenta água refletiva que sobe e desce. Seus arredores são momentaneamente destrutíveis, onde Morris e LeCarde só podem prosseguir quebrando o cenário. O terceiro local é a torre de Pisa, na Itália, com a torre se curvando numa cena memorável. O sexto nível é lar de uma ponte que explode e de um efeito de vidro quebrando, dividindo a visão do jogador como se olhasse por diferentes cacos de vidro.

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Geralmente falando, os efeitos gráficos de Bloodlines são usados de maneira mais apropriada; eles não parecem implementados apenas para serem utilizados. Eles também estão mais espalhados pelo jogo, enquanto SCIV usa eles fortemente no quarto nível e os negligencia pelo resto do jogo.

Também se nota que Bloodlines apresenta cores muito mais vivas e bonitas. Claro, isso pode ser explicado pelo fato de que SCIV foi lançado anos antes de Bloodlines, portanto Bloodlines é um jogo mais avançado em sua era.

Os dois jogos não tem muitos níveis em comum, mas alguns são similares.

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Ambos os jogos tem uma quantidade incômoda de espaço tomado por dados no topo de suas telas. Com desvantagem para Bloodlines, que tem um fundo em sua HUD.

Level-Design

SCIV inquestionavelmente tem mais níveis, já que tem onze, enquanto Bloodlines tem seis. Aqueles em SCIV são tipicamente mais curtos, com os estágios 1, 2 e 5 sendo extremamente curtos. De fato, o 5 nem tem chefe.

O primeiro estágio de SCIV começa com uma área de familiarização, assim como Bloodlines. Em Super, esta intro dá lugar a um jardim com vinhas subindo e crescendo enquanto Simon passa por elas. Este estágio é primariamente exterior, com folhagem tomando muitas das estruturas encontradas enquanto Simon passa por elas. O nível ascende e descende, mas nunca se desvia muito de sua estética de jardinagem.

Comparativamente, Bloodlines abre com o castelo de Drácula, que está decaindo em sua ausência. Morris e LeCarde viajam pela entrada familiar, e então sobem pelo que seriam três níveis em uma entrada anterior da franquia. Os backgrounds mudam enquanto os protagonistas vão mais fundo no castelo; a entrada leva a uma prisão e, eventualmente, às ruínas do covil de Drácula. (mais…)

Great War: Mega Drive versus Super Nintendo – Quem vence? 11 11America/Bahia fevereiro 11America/Bahia 2011

Posted by bluepasj in DUALIDADE, dym.
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14 comments

Sem tomar nenhum lado. Até porque eu mesmo acho que o resultado daquela guerra foi um retumbante empate. Ambos os consoles tem seus pontos fracos e seus pontos fortes. O Super Nintendo vendeu mais? Vendeu. Mas isso tem lá seus motivos. A Sega vendeu muito? Também. E isso, sim, é uma coisa surpreendente. Particularmente, é óbvia a MINHA opinião pessoal de que o Mega é superior ao Snes. Entretanto, eu tenho que admitir que, não fossem meus gostos pessoais, eu acharia os dois em pé de igualdade. Gostos pessoais interferem por um simples motivo. E não são memórias infantis atreladas às memórias dos videogames, não. Muita gente crê nisso. Já eu sou da crença de que gostos pessoais interferem no que cada um pensa sobre cada um desses dois consoles simplesmente porque eles são dois consoles completamente diferentes. Iguais no fato de serem videogames de 16-bits, da mesma geração, com gráficos em 2D finalmente avançados. Mas eles são diferentes por atingirem públicos diferentes, porque cada um teve sua abordagem. Nas propagandas e imagem geral pública, a Nintendo era uma empresa para a família, e isso incluía sempre crianças. E a Sega era a rebelde.

Digo que a Sega ter vendido em torno de 20 milhões de Mega Drives é surpreendente porque a Nintendo tinha, nos EUA, por exemplo, tinha 98% do mercado na era Master System. Isso dá uma mostra da dominação de mercado que a Big N tinha naquele momento. Fora o impacto de Super Mario Bros., que mudou tudo sobre games e trouxe ainda mais prestígio pra Nintendo. Isso, aliado ao fato de que nunca saiu nenhum jogo ruim de Mario. Logo, a Sega ter conseguido quebrar essa hegemonia é digno de nota. Ainda mais quando a Nintendo fazia acordos de exclusividade com as empresas 3rd parties (umas importantes como Square e Capcom). E é claro que, sendo a Nintendo a potência que era, nenhuma empresa gostaria de nunca fazer nenhum jogo para o Snes, que era o que aconteceria caso não aceitassem o acordo. A Sega sempre foi uma empresa com uma administração estranha, com uma rixa interminável entre sua parte americana e sua parte japonesa. E piorando essa situação, na época do Mega Drive, a Sega contratou um gênio chamado Tom Kalinske na Sega americana, que fez ela dar certo e superar em muito a japonesa, o que aumentou ainda mais a rixa entre as duas partes, por causa do ciúme. Talvez por isso o MD nunca tenha dado tão certo no Japão, seu país de origem.

Marketing


A Sega teve um marketing agressivo, atacando, de certa maneira, a Nintendo. Por exemplo, a campanha Genesis Does dizia que a Nintendo simplesmente”não podia fazer”. E, apesar disso, a Nintendo, a partir de sua solidez por ser uma empresa de sucesso a muito mais tempo, era bem mais incisiva. Tinha várias revistas marketerias da Nintendo (ou compradas por ela, de certa maneira). Teve até aquele ‘filme-propaganda’, O Gênio do Videogame (The Wizard), “clássico” da Sessão da Tarde.

Gráficos


Esse é um tópico extremamente polêmico. Mas eu digo, sem dó nem piedade, que ambos tem suas falhas e seus méritos.

Sega-16: Como um artista, o que você pensa do hardware do Genesis? E como se compara ao do Snes?

Jools Watsham (da Iguana games): Muitos dos títulos que desenvolvemos na Iguana foram para ambos, Genesis e Snes, o que significa que nós sempre tínhamos que lutar com as habilidades gráficas diferentes. O Genesis tinha uma resolução de tela maior, e também podia jogar mais sprites pela tela sem slowdown. Mas, ele tinha uma muito menor profundidade de paleta que o Snes. A resolução de tela do Snes era consideravelmente menor que a do Genesis, mas sua profundidade de paleta era muito maior, o que permitia cores mais ricas e gradientes mais suaves. De qualquer maneira, eu lembro que sempre que queríamos o gradiente mais suave no Genesis, nós usávamos azuis. Os azuis no Genesis se juntavam muito melhor que qualquer outra cor, por alguma razão.

O Mega Drive tinha uma paleta de cores muito reduzida, e um processador muito veloz. O Super Nintendo tinha uma paleta de cores enormes e o chip Mode7, que permitia efeitos especiais com facilidade. Mas vendo a qualidade dos jogos de MD, eu chego a me perguntar se uma paleta de cores tão exagerada quanto a do Snes era realmente necessária ou foi feita assim só como mais um ponto de marketing. Porque, sinceramente, em cores, não há tanta diferença assim. Eu duvido de que mais de 50% daquelas cores todas chegou a ser usado. Ainda mais com o processador tão lento. O que parece é que, devido ao processador (o principal em uma máquina), todas as outras especificações do Snes ficaram só nos papéis. O Snes não parecia ser capaz de processar tantas coisas assim, enquanto o MD tinha várias coisas na tela ao mesmo tempo. Os efeitos de Mode7 eram modernos na época, mas só isso. Bonitos, esteticamente falando, eles não eram. Mas não eram mesmo. Serviam só como exibicionismo de tecnologia. Numa análise técnica, o processador é a parte mais importante. E se o processador de Super Nintendo não era tão veloz, como ele seria capaz de mexer com tantos recursos que o console tinha. Me parece óbvio que a maioria do que o Snes podia fazer ficou subutilizado. Provavelmente, o verdadeiro poder gráfico do Snes só foi visto nos jogos com chips especiais (vide Yoshi’s Island). No Mega, além de ter várias coisas na tela, por software era possível fazer os efeitos de Mode7. No Snes, o processador atrapalhava tudo e criava slowdowns às vezes. No Mega a paleta só prejudicava os gráficos. E até que o ajuste de contraste e os truques usados para burlar a paleta deixavam os jogos com cores mais vivas. E o Snes tinha uma resolução de tela menor. Fora que a imagem produzida pelo Snes era quadrada, e a do Mega era retangluar. Então, como qualquer TV é retangular, os jogos do Snes eram esticados. Claro, eles eram feitos pra ficar normais quando esticados, mas não é a mesma coisa. As cores perdiam vivacidade e o jogador perdia campo de visão no processo. Então, mesmo o Snes tendo saído mais tarde que o Mega, ele não foi totalmente superior a ele, como era de se esperar. Provavelmente a Big N gastou tudo com paleta e mode7 e tinha que economizar em alguma coisa. Ela deve ter achado que um processador mais lento não iria atrapalhar, já que ela não queria mesmo fazer ação frenética, mas ponderação e inteligência. Só que a Sega foi esperta e usou isso a seu favor. E não, eu não vou dar um vencedor. Vou só fazer análise e deixar pra lá. Hahaha

Sonoridade

Chip de som do Mega… da Yamaha!

Ambos tem uma qualidade sonora boa de músicas. Mas o Mega não produz bons FX, efeitos. Tipo vozes, sons ambientes, etc. Sinceramente, é uma coisa duvidável isso, já que há bons efeitos sonoros, como pode ser visto nesse vídeo. Mas é indiscutível a qualidade sonora do Snes nesse aspecto, tendo até jogos com músicas cantadas e vozes (embora esses usem chips especiais). Agora toda a sonoridade do Snes tem um aspecto abafado estranho. Provavelmente porque havia muitos efeitos especiais sonoros que os produtores usavam para suavizar o som (reverb, p.ex.) e exageravam demais por exibicionismo e o som ficava assim. Então pra concluir, os sons do Mega eram superiores aos do Snes. Não os FX, certamente, mas as músicas. Tem muito mais batidas ao mesmo tempo do que qualquer jogo de Snes. E mais variedade também, enquanto nos jogos do Super Nintendo, se repetem muito os estilos musicais.

Polígonos


Que só podem ser relativamente bem feitos por meio de chips especiais, nos dois consoles. Super FX no Snes e SVP-Sega Virtua Processor no Mega. Que criaram Star Fox e Virtua Racing, respectivamente. E, talvez pelo processador veloz, o chip do Mega é mais poderoso, logo Virtua Racing é tecnicamente superior. Só que eu não vejo graça nos jogos 3D feitos nessa época. Ambos são muito primitivos e tem uma jogabilidade travada e cores lavadas. Não tem graça.

Chips Especiais


Os quais o Sfamicon foi cheio deles. Se ele era tão poderoso, porque quase todo cart tinha um desses? Isso obviamente aumentava o preço de cada um dos cartuchos. E muito do que era feito por intermédio deles, o Mega fazia por si só. Só pra ter uma ideia, o único jogo de Mega que usa um chip especial é o Virtua Racing mesmo. Ou seja, todas as coisas vistas em Gunstar Heroes e Castlevania Bloodlines, por exemplo, foram feitas pelo console, sem uso de chip ou mode7. E os efeitos do Mega ficavam melhores, menos pixelizados. Olhe, por exemplo, como as coisas às vezes ficam cheias de pixels estourados aparecendo em Yoshi’s Island e como isso acontece bem menos no Misadventures of Flink. E sem esses defeitos gráficos, acaba ficando esteticamente muito melhor.

Conversões


Essa é uma categoria extremamente desnecessária, assunto de todas as guerras de Mega VS. Snes. Desnecessária porque o que determina a qualidade de uma conversão de arcade ou PC ou mesmo de um videogame para outro é o trabalho dos programadores. Às vezes um videogame poderia fazer um game melhor do que saiu nele, às vezes os produtores surpreendem positivamente. Depende só da boa utilização dos recursos do console. Só que as músicas sempre ficavam melhores no Mega.

Tamanho

Por algum motivo para mim desconhecido, o Mega não tem nenhum jogo grande como o Snes tem. Quer dizer, até o Phantasy Star, um RPG, é menor do que o esperado de um jogo desse tipo. Minha hipótese é a de que o Mega tinha algum problema com processamento de jogos grandes em duração.

Design

Mais uma pequena análise desnecessária, completamente supérflua, mas saudável à completude. O formato dos videogames. O Snes parecia uma simples caixa branca, enquanto o primeiro Mega tinha um formato mais arrojado, complexo e compacto. Já o segundo e arredondado Snes tinha uma aparência que finalmente rivaliza o Mega.

Joystick


Pra mim é indiscutível que o joystick do Mega é MUITO  superior ao do Snes. É praticamente perfeito. Pra começar, não tem as teclas de ombro difíceis de usar. Depois tem seis teclas no local mais convencional. Além disso, tem um botão D inteiriço circular, de oito direções fáceis. A tecla direcional perfeita. E um ergonômico formato bumerangue. Enquanto no Snes tínhamos uma tecla D quadrada e seccionada que machucava os dedos e teclas de ombro num controle fino, que tornava seu uso uma tortura. Além do mais, a cor preta suja menos. Mas isso é irrelevante.

Jogabilidade

Processador do Mega

Sim. Há diferenças na jogabilidade dos dois consoles. E essas diferenças permitiram que tantos jogos com jogabilidade acelerada e bem executada saíssem para o Genesis (isso sem falar nos de esporte). O processador mais rápido do Mega permitia uma jogabilidade mais calibrada. Mas isso é tão imperceptível que nem vale contar. Exceto pelo fato de os jogos de ação sempre serem melhores e mais cheios de ação no Mega, com o Snes tendo maior qualidade nos jogos de aventura mais lentos como Mario.

Biblioteca


Bom. O Mega fez sucesso nos EUA por seus inúmeros jogos de esporte, um gênero muito popular no país do Tio Sam. E pelos jogos da EA, exclusivos do Mega (e que só poderiam ser feitos nele, vide que o Snes tem James Pond e BOB, também da EA). Mas ele também tem bons RPGs e o Sonic. Já o Snes é claramente superior em RPGs (embora muitos deles não tenham identidade própria), ficando muito à frente no Japão, um pouco por isso. Claro que a maioria desses RPGs era da Square, exclusiva por chantagem da N. E RPGs eram o forte do Snes por ser um videogame, para todos os efeitos, lento. Ambos os consoles tem uma penca de platformers. Enfim, a biblioteca de ambos é ótima, com algumas diferenças de gênero que justificam gostar mais de um ou de outro. O Mega, por exemplo, tem jogos como MK e Splatterhouse que geraram um precedente em classificação etária de jogos. O Snes era bem família, nunca que algo como Bonanza Bros. ou mesmo Road Rash apareceria nesse console. O Mega poderia agradar pessoas mais maduras (embora também tenha jogos ‘família’) e o Snes agradava aos gamers mais casuais, jovens e família.

Retrocompatibilidade

Ambos tinham compatibilidade com suas contrapartes de 8-bits, Nes e Master System. No caso do Mega Drive, havia uma chip especial dentro do console pra isso. E alguns games do Mega até mesmo usam esse chip para seu proveito. Nada de mais.

Conclusão

Que não vai ser uma conclusão de verdade, apenas o que pode ser chamado de considerações finais. A Sega fez o Mega dar certo, alimentando ele com todos os gêneros. Ela fez para o Mega games de RPG, luta, aventura, esporte, etc., etc. A EA escolheu o Mega pra ser o console de seus jogos porque só um processador como o Motorola MC 68000 poderia fazer o que ela queria. Aliás, esse não era só um processador veloz, como era de excelente qualidade. Na época ele era usado em alguns computadores e nos árcades da Sega (além do, bem mais poderoso, Neo Geo). Isso permitia ports perfeitos dos arcades da Sega para o grande MD (como Golden Axe). Por outro lado, a Nintendo tinha Shigeru Miyamoto e seu Super Mario World e todo um legado. Além do mais, a Sega meteu os pés pelas mãos com sua administração esquizofrênica e além de tudo decidiu largar o meguinha bem antes do que deveria, deixando o mercado todo para o Snes por um bom tempo(mais sobre isso aqui). Ainda assim, o Mega tem muitos pontos fortes que o Snes não tem, como violência, jogabilidade levemente melhor, jogos mais rápidos, a não necessidade de chips em todo cartucho e apoio de empresas como EA, Namco e Capcom (que burlou o acordo com a Nintendo pra produzir pro Mega). Ambos consoles de sucesso indiscutível. E ambos muito bons, no mesmo patamar.

…EA…………………………………….Sonic 2, o jogo mais vendido do Mega…

Essa é a minha análise. E a sua opinião?

Update.

PRÓS E CONTRAS

Mega Drive

+Efeitos por software mais avançados

+Maior resolução

+Melhores Músicas

+Jogabilidade mais fluída devido ao processador mais veloz

+Mais sprites na tela

+Tecla D perfeita

+Formato do joystick

Baixo número de cores (paleta reduzida)

Baixa qualidade nas vozes

Snes

+Mode7 para efeitos especiais

+Grande paleta de cores

+Boas vozes

+Teclas de ombro no joystick

Menor campo de visão

Músicas abafadas

Comparações – Mega vs Snes 10 10America/Bahia fevereiro 10America/Bahia 2011

Posted by bluepasj in CURIOSIDADES, DUALIDADE.
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4 comments

Breve eu vou fazer um super post sobre isso. Por enquanto, ficam essas comparações. Elas são de um tópico do qual participei. Esse.

Mickeymania Mega – Snes


UMK MD – UMK SN

SF2 MD – SF2 SN

SSF2 MD – SSF2 SN