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Evolução – Aero the Acro-Bat (& Zero) 11 11America/Bahia setembro 11America/Bahia 2016

Posted by bluepasj in EVOLUÇÃO.
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aero-the-acro-bat-mega-driveAero the Acro-Bat -> Pode parecer que é só mais um mascote lançado na época para tentar ter o mesmo sucesso que Mario e Sonic na época. A capacidade da Sega de criar um mascote capaz de fazer frente ao Mario deu esperanças a várias empresas de conseguirem o mesmo feito. A maioria delas, até onde posso ver, pegava mais inspiração do Sonic. Eu acredito que Mario seja um platformer de estilo básico, não que isso seja ruim, ele foi o criador da coisa toda. Por ele ser o primeiro, pode se safar de não ter um diferencial. E é nisso que as outras empresas que criam mascotes imitam o Sonic, tentar ser diferente, único, original, mas tão bom quanto. Mais do que isso, eram os anos 90, nos gibis os personagens todos tinham um zilhão de pochetes e armas dependuradas pelo corpo, muitas espadas nas costas, músculos gigantes impossíveis para um ser humano normal, e além disso tapa-olhos e cintos e cabelos até o chão e cores berrantes e colantes, enfim deu pra entender. E as mulheres tinham curvas que impediam a existência de órgãos internos. Era a era de Rob Liefeld. E isso era assim em todos os lugares, até mesmo nas obras mais mainstream como filmes. Tudo era exagerado, dark, edgy, cool. Então os jogos pegavam carona nisso. Sonic mesmo é um que faz isso, e talvez ele tenha sido o primeiro. Pelo menos o primeiro mascote, já que os mascotes eram considerados algo mais infantil, basta olhar os anteriores Mario e Alex Kidd para ver, e mesmo outros como Psycho-Fox e Kirby. Essa introdução enorme é para explicar o ambiente onde Aero surgiu. A Iguana Entertainment obviamente queria criar o mascote próprio e fazer rios de dinheiro. Então ela inventou o Aero, um morcego circense. Estava na moda animais antropomórficos (com características de humanos como falar p.ex.), então ela escolheu um animal, o morcego, e criou o seu jogo em volta dele. As asas de morcego do personagem o permite fazer acrobacias, que foram incrementadas com a desculpa de ele ser um artista de circo. E ele está um pouco para o lado de ser um estereótipo de filme de ação (exceto que em formato de animal). Nada é muito original, mas antes uma miscelânea de elementos vistos em outros lugares nas mídias da época. O jogo pega influências de cartoons, animes, e gibis de super-herói. Acontece que a Iguana era uma empresa competente, sabia como programar um jogo e era esforçada. Mais do que isso, ela sabia programar decentemente para ambas as plataformas principais (Mega e Super Nintendo). Onde em outros platformers genéricos a jogabilidade seria travada ou escorregadia, estranha e difícil, nos jogos da Iguana, por mais genéricos que sejam, a jogabilidade funciona muito bem. E ela também tenta dar algum diferencial às suas obras. Nesse primeiro Aero, por exemplo, você não passa de fase simplesmente indo da esquerda para a direita da tela, é preciso realizar uma missão diferente em cada fase. É um grande diferencial, que aproxima o jogo de um collect-a-thon como Mario 64 e Banjo-Kazooie por exemplo. Infelizmente nem tudo é coisa boa nesse primeiro jogo. A tentativa de criar algo diferente e único também na jogabilidade acabou não dando certo. Quando você pressiona pulo com o Aero no ar, o morcego irá dar uma mergulhada na direção em que você estiver apontando. O problema é que é um método muito complicado de ataque e que facilita muito erros bobos. Ainda assim eu o acho um jogo indicado.


aero-the-acro-bat-2-mega-driveAero the Acro-Bat 2
-> Mas a Iguana não se deu por satisfeita com um jogo e tentou de novo. Dessa vez ela foi um pouco mais convencional e fez as fases totalmente lineares e não mais baseadas em missões. Os gráficos também deram uma melhorada. O design de fases é um passo atrás, pois não era um erro no jogo anterior. A jogabilidade, entretanto, deu uma boa melhorada, com os saltos muito mais fáceis de manusear. E, melhor ainda, não perdeu o diferencial por isso, pois Aero continua tendo um diagonal que é diferente de todos os outros mascotes. O jogo é bem simpático e, apesar de
ser mais genérico ainda do que o primeiro, é melhor do que ele por causa das melhorias na jogabilidade. Curiosamente, esse segundo jogo é dedicado a Ayrton Senna, o corredor de fórmula 1, que havia morrido no ano de lançamento do jogo.

zero-the-kamikaze-squirrel-mega-driveZero the Kamikaze Squirrel -> E ali está uma bandana, item obrigatório nos anos 90! E artes marciais. Derivado de Aero com um dos vilões do jogo, o anti-herói Zero (duvido a palavra kamikaze ser aceita em um produto para crianças hoje em dia). Não posso deixar de pensar que o jogo é no geral mais genérico do que os Aero e tem menos qualidade que a série principal. Os gráficos, entretanto, estão mais bonitos. A maior novidade nesse jogo está nos movimentos do esquilo-título do jogo. O Zero pode cair no chão (igual ao Aero (e ao vindouro Crash Bandicoot)) e a queda dele pode se tornar um rasante, ele pode dar um pulo duplo rodopiante que serve de ataque (igual ao Sonic), pode lançar shurikens e dar alguns golpes marciais e tudo funciona muito bem. Os grandes destaques são o pulo giratório, que pode fazer uma parábola no ar e, e isso é bem difícil de explicar, incrementa o platforming presente no jogo; e o rasante, que permite ao Zero quase voar (e isso é ainda mais difícil de explicar). Há, também, veículos em certas partes do jogo que Zero controla. Zero é, ainda, mais maduro e tem classificação indicativa maior do que os jogos da série Aero. O polimento característico da Iguana se encontra presente, assim como o ar de já-vi-isso-ou-algo-parecido-em-algum-lugar-antes. Eu tenho a impressão de que a softhouse estava tentando realmente tornar Aero em uma série duradoura e talvez até um produto multimídia, trabalhando não só a jogabilidade, mas uma história no estilo de um cartoon. É perceptível que ela não poupa textos, as cenas são longas e dão mais contexto aos jogos do que a maioria dos platformers que se contentavam com história no manual de instruções/intro curta. Eu o acho um jogo digno e válido de ser jogado, esses jogos são alguns dos melhores entre os jogos medianos do MD, se é que isso faz sentido.

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